domingo, 14 de outubro de 2012

Folhetim

O Homem Que Acordou em São Paulo - Parte III


- Você nunca vai ficar sozinha. – disse Pedro


-Não pertenço a esse mundo. – disse Maria

-Lembre-se de que agora seu planeta têm mais um habitante. - disse Pedro

Os dois sorriram-se emocionados.

-Você promete voltar? –perguntou Maria

-Sim, sempre. – disse Pedro

- Você e Judite? – perguntou Maria

-Sim. Ela ia adorar esse seu planeta todo desarrumado, com livros coloridos pelo chão e roupas esquisitas no bidê... – disse Pedro sorrindo

-Perdido na Via Láctea. – riu Maria

-Sim. Certíssima. – sorriu Pedro, emocionado

-Prometa que vai se finjir de lúcido. Não cometa o mesmo erro que eu. –disse Maria.

- Sim. E prometo que não me contaminarei. – disse Pedro

Maria sorriu.

-Fuja. – disse Pedro veemente

-Eu sou feliz aqui. – disse Maria

-Você nunca conheceu outro lugar- disse Pedro, ironizando.

-Conheci minha casa e o pátio da escola. O suficiente para não querer conhecer nenhum lugar. – disse Maria

- Você irá cair, cem, duzentas vezes. Mas é seu dever se levantar. – disse Pedro

-Não sou forte. Meu coração é de vidro. – disse Maria

-Se torne forte. – disse Pedro, comos olhos arregalados, segurando uma lágrima, enquanto apertava forte a mão da jovem mulher.

-E se eu começar a chorar? – perguntou Maria

-A lágrima é a cura da ferida. Não pense que chorar irá depravar sua alma. Não se pode mudar a alma, pode-se apenas machucá-la. – disse Pedro

-Isso já não é o sufiente? – perguntou Maria

-Não quando se sabe quem se é. – disse Pedro

- Quando a vi, pensei que fosse uma doida. – continou Pedro

-Eu sou. – disse Maria

-Não. Você é extraordinária! – exclamou Pedro.

-Não está dizendo a verdade. Logo voltará a trabalhar e aos poucos virará Leão. Esquecerá de me visitar. Lembrará desse dia e dirá: “Pena que a vida não é assim”. – disse Maria

-Maria, a questão está aí. Preciso de você para lembrar quem eu sou. – disse Pedro




Pedro e Judite são felizes. Pedro vendeu a empresa e comprou uma editora, onde lança ao mundo as idéias das pessoas. Maria escolhe os livros e chama a editora de “A Menina da Bolha”, analogia ao filme de Randal Kleiser. Ela diz que é possível um novo mundo para cada pessoa, e que através dele é possível respirar o mundo todo.










Magnólia é uma cantora, compositora, poetisa e escritora brasileira.



















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