sábado, 21 de maio de 2011

Diários De Magnólia

Sem você
Meu corpo padece
Minhas células adormecem
Minha alma inexiste.

Meus olhos perdem cor
Minhas mãos perdem calor
E eu não sei mais...

Não sei mais
Se dentro dessse corpo
Frio e pesado
Dentro desses olhos
Secos, desalmados
Vive ainda um ser humano.

Um sono eterno paira sobre mim
E eu rastejo
Pelas ruas e pelas pessoas
Pelos sons e pelas luzes...

Luzes artificiais,
Que não iluminam por dentro.
Pessoas artificiais
Brilhando em cartazes e bares

Todas elas
Tem receio dos meus olhos
Que já não camuflam dor.

Débil, carregando um corpo
Já há muito tempo morto.
Vivendo cada dia para suprir o vazio...
A ausência.

Sem som de voz
Me fazendo dormir.

Sem rios harmônicos
Percorrendo as veias.

Sem compassos fiéis
Me mantendo acordada.

Você era a única luz
Que brilhava
Em minha escuridão.

E agora
Luzes da Terra,
Escaldantes e artificiais,
Apodrece aos poucos,
O que restou da minha pele.

O que restou do meu coração.

Minha magia.
Minha Música.






Magnólia é uma cantora, compositora, poetisa e escritora brasileira.

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