Meu corpo padece
Minhas células adormecem
Minha alma inexiste.
Meus olhos perdem cor
Minhas mãos perdem calor
E eu não sei mais...
Não sei mais
Se dentro dessse corpo
Frio e pesado
Dentro desses olhos
Secos, desalmados
Vive ainda um ser humano.
Um sono eterno paira sobre mim
E eu rastejo
Pelas ruas e pelas pessoas
Pelos sons e pelas luzes...
Luzes artificiais,
Que não iluminam por dentro.
Pessoas artificiais
Brilhando em cartazes e bares
Todas elas
Tem receio dos meus olhos
Que já não camuflam dor.
Débil, carregando um corpo
Já há muito tempo morto.
Vivendo cada dia para suprir o vazio...
A ausência.
Sem som de voz
Me fazendo dormir.
Sem rios harmônicos
Percorrendo as veias.
Sem compassos fiéis
Me mantendo acordada.
Você era a única luz
Que brilhava
Em minha escuridão.
E agora
Luzes da Terra,
Escaldantes e artificiais,
Apodrece aos poucos,
O que restou da minha pele.
O que restou do meu coração.
Minha magia.
Minha Música.
Magnólia é uma cantora,
compositora, poetisa e escritora brasileira.
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